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NOTÍCIA PUBLICADA EM 22/06/2012 12:04
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SAÚDE » PREVENÇÃO
Paraná vai pedir reforço de vacinas contra a gripe

Estado está em alerta em razão do aumento do número de casos da doença nos últimos dias e ocorrência de 5 mortes

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O secretário da Saúde, Michele Caputo Neto, afirmou nesta quinta-feira (21), durante videoconferência com as 22 regionais de saúde, que o Paraná vai pedir ao Ministério da Saúde novas doses de vacina contra a gripe para reforçar a imunização, atendendo os grupos mais suscetíveis.

De acordo com Caputo Neto, o Estado está preparado para enfrentar a gripe A - um dos três tipos de influenza contra os quais a vacina oferece proteção - e, apesar do aumento no número de casos este ano, não há motivo para pânico ou medidas mais drásticas. Ao contrário do que ocorreu em 2009, o Estado tem medicamento em volume suficiente e adotou medidas preventivas.

“Além de vacinarmos mais de 1,5 milhão de paranaenses dos grupos prioritários, já descentralizamos o tratamento, repassando o antiviral oseltamivir para os municípios e inclusive para hospitais privados, produzimos material informativo e instalamos a sala de situação da gripe para o monitoramento constante”, afirmou o secretário.

Segundo Caputo Neto, mais vacinas devem chegar ao Estado na próxima semana. “Desde o início do ano, quando representava a região Sul na Comissão Intergestores Tripartite, reivindiquei mais vacinas para os três estados, que têm um clima mais favorável ao aparecimento de síndromes respiratórias. Também vou solicitar o remanejamento de vacinas de outros estados que não registram casos da doença e que não atingiram as metas de vacinação propostas pelo Ministério da Saúde”, disse.

O secretário ressaltou que não há como promover uma campanha de vacinação em massa. “O governo federal não tem como adquirir vacinas para toda a população e o laboratório produtor não tem condições de produzir doses suficientes”, disse. Segundo ele, as doses extras que o Paraná conseguir serão destinadas a pessoas que apresentam fatores de risco para a doença ou grupos mais suscetíveis, como crianças de até cinco anos que frequentam creches públicas.

O Paraná é referência técnica do Ministério da Saúde no monitoramento de síndrome gripal no País. Com profissionais habilitados para a função, capacitados este ano nos Estados Unidos, o Laboratório Central do Estado identifica a circulação de 12 vírus e passará a monitorar 26 tipos. O Estado também é o único do País que faz o fracionamento do Oseltamivir para uso infantil.

O Paraná está em alerta devido ao aumento no número de casos nos últimos dias. Neste ano o Estado já confirmou 64 casos e cinco mortes – entre elas a de um paranaense que adquiriu a doença e morreu no Nordeste do País. A situação dos demais estados da região Sul também é preocupante. Santa Catarina já confirmou 268 casos e 21 mortes neste ano.

Durante a videoconferência, o secretário Caputo Neto assumiu o compromisso de dar transparência às ações contra a gripe A no Estado. Ele disse que a Sala de Situação vai divulgar toda segunda-feira um boletim informativo com dados sobre a situação em todas as regiões do Paraná. As 22 Regionais de Saúde devem encaminhar as notificações diariamente e a equipe da Sala de Situação fechará os dados toda sexta-feira para a divulgação semanal.

“Ter uma equipe monitorando a situação em todo o Estado é muito importante porque essas informações subsidiam estratégias de ação imediata”, disse Caputo Neto, reforçando que a mesma estratégia foi usada em 2011 no enfrentamento da dengue, o que resultou na redução significativa de casos da doença este ano.

A coordenadora da Sala de Situação da Gripe, Ângela Maron, lembrou que o vírus da gripe é considerado sazonal desde o fim da pandemia em 2010. “Como o vírus circula em nosso ambiente, há muitas pessoas suscetíveis. Por isso, ficou estabelecido que o paciente que apresentar quadro de síndrome gripal deve receber o medicamento, independentemente da coleta de amostras”, afirmou.

Ela destacou que, apesar do aumento no número de casos, não há motivos para pânico, porque o Estado não está em situação de pandemia. “As medidas que estamos adotando previnem o agravamento das síndromes respiratórias e, diferentemente do que ocorreu em 2009, hoje temos medicamentos suficientes para o tratamento dos pacientes”, disse Ângela, reforçando a recomendação para que os médicos receitem o antiviral nos casos suspeitos. Ela disse ainda que não há necessidade de medidas drásticas como a suspensão de aulas ou de eventos públicos, mas sim a adoção rotineira de medidas preventivas.

Angela reforçou que o medicamento é eficaz para evitar mortes, principalmente se administrado em 48 horas, podendo ser indicado até o quinto dia após o início dos sintomas. “Em 2009, tivemos relatos de pacientes que permaneceram internados por 40 dias na UTI e sobreviveram”, relatou o médico Miroslau Bailak, chefe da 10ª Regional de Saúde de Cascavel.

O superintendente de Vigilância em Saúde, Sezifredo Paz, ressaltou que as regionais devem reforçar a distribuição de material informativo. “Os bons hábitos de higiene, como a lavagem das mãos, previnem a gripe e outras doenças também. Devemos intensificar a divulgação das medidas preventivas”, disse. Foram impressos cartazes e folhetos com orientações sobre formas de prevenção e tratamento da gripe.

O secretário pediu que as regionais deem especial atenção aos municípios de fronteira, como os da região Oeste, do Norte Pioneiro e a região Sul do Estado.

ORIENTAÇÕES – Durante a videoconferência as diretoras do Laboratório Central do Estado (Lacen) e do Centro de Medicamentos do Paraná (Cemepar) orientaram os técnicos das regionais de saúde sobre os procedimentos para envio de amostras para exames e sobre a distribuição do antiviral. O Lacen vai manter plantão inclusive aos finais de semana para atender a demanda de exames.

O Cemepar tem enviado semanalmente estoques do Oseltamivir às 22 regionais e orientou que as equipes mantenham hospitais e serviços de saúde estratégicos com bom número de medicamentos. A diretora do Cemepar, Suzan Alves, alertou que os medicamentos infantis, que precisam ser manipulados, têm prazo de validade de apenas três meses. “É importante que os técnicos estejam atentos à data de vencimento dos e devolvam ao Cemepar, para descarte, os que não forem utilizados em tempo hábil”, disse Suzan.

Nesta sexta-feira (22) será realizada reunião com a Sociedade Paranaense de Infectologia para discussão das estratégias de enfrentamento da doença.

O sistema de videoconferência utilizado nesta quinta-feira (21) é mais um instrumento para integrar as 22 regionais de saúde ao nível central da secretaria. Os equipamentos instalados em 25 pontos do Estado possibilitam o diálogo em tempo real e, com isso, diminuem os custos de deslocamento para reuniões e treinamentos. A Secretaria da Saúde investiu R$ 3,8 milhões na aquisição e instalação de toda esta estrutur

FONTE: Assessoria de Imprensa/Governo do Estado

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