O aumento de cerca de 15% do preço do litro do álcool combustível em Londrina neste início de semana assustou muitos consumidores. O valor na bomba "explodiu" de R$ 1,57 para R$ 1,79, em média, levando muitos proprietários de carros flex (bicombustível) a optar pela gasolina em lugar do álcool em seus tanques. O problema é que o preço da gasolina também subiu, já que o produto embute uma parcela de álcool em sua composição.Resultado: o combustível está mais caro em Londrina. A explicação para esta alta mais recente, segundo os revendedores, é a falta de cana-de-açúcar, que reduziu a oferta de álcool combustível. Os usineiros estariam preferindo destinar a cana para a produção de açúcar, que oferece melhor preço no mercado internacional.
Revendedores afirmam que estão comprando o produto no atacado por valores entre R$ 1,45 a R$ 1,48. Sobre este valor, aplicam os custos de produção e margem de lucro. "É uma questão de mercado. O usineiro pode destinar o seu produto para outra finalidade, como a produção de açúcar. Já nós, donos de postos, temos que comprar de um mesmo fornecedor e somos meros repassadores", afirmou Durval Garcia, diretor do Sindicombustíveis de Londrina em entrevista à rádio Paiquerê AM.
Ele disse, ainda, que com a falta de cana para a produção de álcool, em razão da opção de mercado dos produtores, há possibilidade de que o produto na bomba fique ainda mais caro em um futuro próximo, chegando a até R$ 2.
O Ministério Público e Procon de Londrina estão pedindo esclarecimentos dos empresários. Miguel Sogaiar, promotor de Defesa do Consumidor, solicitou aos donos de postos que apresentem notas de compra para comprovarem a alta do custo do produto no atacado.