Ganhar ou perder é apenas parte de um confronto, independente do esporte. Há um contexto maior que envolve atletas, times, organizações, federações e campeonatos. A vitória ou a derrota somente define estágios diferentes dos adversários. Jamais um resultado é ao acaso. Por outro lado, a “zebra” existe, mas só consegue favorecer quem trabalhou muito. O domínio é constante enquanto há uma evolução mesmo dentro de uma trajetória vitoriosa. É preciso estar à frente para não sucumbir inesperadamente. E para isso é necessário entender o processo de reorganização que todo esporte precisa. Isso acontece quase naturalmente, mas quem o estuda com precisão consegue surpreender aqueles que se julgam sempre em vantagem.
Para ficar somente no futebol, há exemplos de derrotas que oram belas vitórias para o esporte. Em 1974 a seleção que encantou não venceu. A Holanda até hoje é lembrada pelo seu “Carrossel”. Em 1982, o Brasil deu show de talento e inovação tática. Também não ganhou.
A fraca participação das duas seleções mais bem colocadas no último Mundial - Itália e França - é vergonha hoje, mas pode ser positiva para esses países no futuro, que certamente vão rever como administram seus campeonatos nacionais.
Que Itália e França possam refletir o resultado da África e voltar fortes como sempre foram. Mas que não pensem em dar o “troco” já na próxima Copa. Afinal, a de 2014 é no Brasil.